Sistema de Proteção Contra Descargas

SPDA (Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas)


O que é o SPDA e qual a sua finalidade?

O SPDA (Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas) consiste em um sistema de captação e direcionamento de raios, através de um conjunto de estruturas e soluções, cuja função consiste na proteção das construções e pessoas das ações dos raios.

As correntes elétricas de alta intensidade podem produzir danos severos para o ser humano (ferimentos por choque elétrico), incluindo a morte. De igual forma, os raios podem causar incêndios, provocar trincas e deterioração nas edificações, bem como ocasionar a falha de equipamentos e sistemas elétricos e eletrônicos instalados das edificações.

Por esta razão, é de suma importância que as edificações possuam um SPDA, pois ele está atrelado à prevenção de acidentes, redução de incêndios, perdas materiais e dos riscos à vida das pessoas e dos animais.

Quais são os elementos que compõem um sistema de proteção?

O SPDA é composto por três componentes (subsistemas de captação, descida e aterramento) que juntos, conseguem captar e desviar dos raios, protegendo as pessoas e as edificações dos efeitos das descargas atmosféricas.

Basicamente, a função dos componentes do SPDA é capturar os raios que atingem uma edificação, e os conduziram para uma malha de aterramento, localizada no solo. Portanto, esses três componentes em conjunto vão espalhar os efeitos dos raios nas estruturas e áreas internas da edificação. Nos casos de SPDA’s mais modernos, estes conseguem proteger, além das áreas internas da edificação, também as áreas externas, uma vez que ele é projetado para interceptar as descargas atmosféricas diretas à estrutura, incluindo as descargas laterais.

Para-raios de Franklin:

É o modelo mais utilizado, composto por uma haste metálica onde ficam os captadores e um cabo de condução que vai até o solo e a energia da descarga elétrica é dissipada por meio do aterramento. O cabo condutor, que vai da antena ao solo, deve ser isolado para não entrar em contato com as paredes da edificação. As chances de o raio ser atraído por esse tipo de equipamento são de 90%.

Para-raios de Melsens (Gaiola Faraday):

Com a mesma finalidade do para-raios de Franklin, o para-raios de Melsens adota o princípio da gaiola de Faraday. O edifício é envolvido por uma armadura metálica, daí o nome gaiola. No telhado, é instalada uma malha de fios metálicos com hastes de cerca de 50 cm. Elas são as receptoras das descargas elétricas e devem ser conectadas a cada oito metros. A malha é dividida em módulos, que devem ter dimensão máxima de 10 x 15m. Sua conexão com o solo, onde a energia dos raios é dissipada pelas hastes de aterramento, é feita por um cabo de descida. Esse cabo pode ser projetado usando a própria estrutura do edifício. As ferragens de suas colunas podem estar conectadas à malha do telhado e funcionar como ligação com o solo. Mas, para isso, é necessário um projeto adequado feito por engenheiros.

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